A arte pop surgiu nas cidades de Londres e Nova York como
a expressão de um grupo de artistas que procuravam valorizar a cultura popular.
Para isso, serviram-se tanto dos recursos da publicidade quanto dos demais
meios de comunicação de massa. Histórias em quadrinhos, cartazes publicitários,
elementos de consumo diário e a nova iconografia, representada por astros
do cinema, da televisão e do rock, passaram a integrar a temática central
dessa nova corrente, não sem uma certa ironia crítica.
As atividades desses grupos começaram em Londres, por volta de 1961, sob
a forma de conferências, nas quais tanto artistas quanto críticos de cinema,
escritores e sociólogos discutiam o efeito dos novos produtos da cultura popular
originados pelos meios de comunicação de massa, especialmente a televisão
e o cinema. Da Inglaterra o movimento se transferiu para os Estados Unidos,
onde finalmente se consolidaram seus princípios estéticos como nova corrente
artística.
Talvez seja preciso explicar que nos Estados Unidos, além das ações dos grupos
londrinenses, os artistas da camada pop tiveram como referência, desde 1950,
os chamados happenings e environments. Esses eventos eram uma espécie de instalação
em que se fazia uso de todas as disciplinas artísticas para criar espaços
lúdicos de duração efêmera, que, como afirmava seu criador, John Cage, mais
do que obras de arte eram ações que se manifestavam como parte da própria
vida.
Não obstante, a arte pop americana se manifestou como uma estética renovadamente
figurativa, e suas obras, ao contrário daquelas instalações, tiveram um caráter
perdurável. É o caso da obra pictórica de Andy Warhol ou das pinturas no estilo
de história em quadrinhos de Lichtenstein, sem esquecer certas instalações
de Beuys que hoje estão presentes nos museus mais importantes de arte contemporânea
e valem tanto quanto os quadros dos grandes mestres do século passado.
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